Avaliação Neuropsicológica da Aprendizagem

A Avaliação Neuropsicológica da Aprendizagem é indicada em casos de:

  • baixo desempenho acadêmico;
  • desempenho desproporcional às capacidades do indivíduo ou esforço dispensado;
  • dificuldade de automatização de habilidades acadêmicas (leitura, escrita, execução de cálculos e resolução de problemas);
  • suspeita ou diagnóstico de Transtornos do Neurodesenvolvimento – Transtorno Específico de Aprendizagem (Discalculia ou Dislexia), Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);
  • existência de doenças de origem neurológica (ex.: acidente vascular cerebral, traumatismo crânio-encefálico, anóxia neonatal, epilepsias);
  • necessidade de planejamento terapêutico e monitoramento da resposta à intervenção.

Assim, o neuropsicólogo busca: fornecer o perfil cognitivo da criança ou adolescente, considerando a sua etapa do desenvolvimento; verificar o desempenho em tarefas que demandam habilidades e competências acadêmicas; avaliar fatores contextuais, psíquicos e neurodesenvolvimentais que possam estar associados; indicar hipóteses diagnósticas; direcionar o plano terapêutico; e monitorar a resposta à intervenção.

Para isso, realiza: entrevistas com o pais ou cuidadores, equipe escolar e profissionais que acompanham o estudante; observações e entrevistas clínicas; uso de escalas, tarefas e testes padronizados que consideram o desempenho esperado de crianças e adolescentes da mesma idade e escolaridade; e avaliação de desempenho acadêmico. 

As habilidades cognitivas avaliadas são: percepção, atenção, memória, praxias, linguagem, velocidade de processamento, raciocínio, inteligência e funções executivas. As habilidades acadêmicas são: leitura, compreensão de texto, expressão escrita, codificação e transcodificação numérica, execução de cálculos e resolução de problemas matemáticos.

O número de sessões varia entre seis e oito encontros. Ao final, é apresentado o laudo neuropsicológico à família. No laudo, estão documentados o processo de avaliação, os resultados, conclusões e plano terapêutico. Nesse plano, pode-se considerar a necessidade intervenção remediativa, adequação curricular, psicoterapia individual e/ou familiar, consulta a outro(s) especialista(s) (neuropediatra, psiquiatra, fonoaudiólogo, etc.). Em caso de adequação curricular, a escola recebe sugestões específicas por área do conhecimento a fim de acomodar as situações de aprendizagem e as tarefas avaliativas.