Psicologia: Avaliação e Diagnóstico

Avaliação dos Processos de Aprendizagem

Quando um estudante apresenta dificuldades crônicas de aprendizagem, o psicólogo precisa avaliar os processos cognitivos e metacognitivos subjacentes para compreender a etiologia e a gravidade do quadro. Para isso, realiza alguns encontros para avaliação do estudante, entrevistas com a família, visitas à escola e conversas com os outros profissionais da equipe multidisciplinar que já acompanham o estudante e sua família. Em muitos casos, é necessário encaminhar para avaliação neuropsicológica, psiquiátrica, fonoaudiológica ou psicológica, em razão da importância de se considerar com profundidade todos os fatores biopsicosociais relacionados às dificuldades de aprendizagem. A partir de tudo isso,  faz uma devolução em que discute as hipóteses diagnósticas e propõe possíveis encaminhamentos, que podem ser psicoterapia (individual e/ou familiar), terapia fonoaudiológica, terapia farmacológica e/ou estimulação cognitiva.

Avaliação Neuropsicológica 

A Avaliação Neuropsicológica é indicadas para pessoas que apresentam prejuízos em sua funcionalidade relacionados a dificuldades de atenção, memória, leitura, escrita, matemática, resolução de problemas, tomada de decisão e raciocínio, decorrentes ou não de lesões cerebrais.

Tem o objetivo de verificar o perfil neuropsicológico de cada paciente a partir de entrevistas, tarefas ecológicas e testes que consideram o desempenho típico de pessoas da mesma idade e escolaridade em determinadas tarefas. Analisados esses resultados, pensa em hipóteses diagnóstica e estabelece o plano terapêutico, onde propõe possíveis encaminhamentos, que podem ser psicoterapia individual, psicoterapia familiar, terapia fonoaudiológica e/ou estimulação cognitiva.

Psicodiagnóstico 

O processo de avaliação psicológica, também chamado de psicodiagnóstico, tem como objetivo investigar áreas do funcionamento psicológico (intelectual, emocional, personalidade, entre outros) que possam estar afetando a saúde e o bem-estar da pessoa em seus diversos âmbitos, como familiar, ocupacional, escolar/acadêmico e social. Esse processo de avaliação é conduzido por um psicólogo, que utiliza de técnicas como entrevistas e observação do comportamento, bem como testes psicológicos padronizados, para responder à questão que se quer investigar. A avaliação leva em torno de 6 a 8 encontros, é destinada a pessoas de todas as faixas etárias, podendo variar as técnicas e testes utilizados de acordo com o objetivo de cada processo.

No caso de crianças e adolescentes, a avaliação incluirá a participação da família (e/ou pessoas próximas que auxiliam no seu cuidado) e da escola com o objetivo de conhecer de forma mais ampla e aprofundada o paciente. Também são frequentes os contatos com outros profissionais de saúde que atendem a criança ou o adolescente, como psiquiatra, pediatra, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neuropsicólogo, psicoterapeuta, entre outros. Além desse contato com os profissionais que acompanhem o paciente, ao final do processo é realizado um encontro para comunicar os resultados e entregue um documento com a descrição dos resultados provenientes da avaliação psicológica aos responsáveis e ao próprio paciente.

Uma avaliação psicológica no contexto clínico pode ser útil em casos de dificuldade de aprendizagem, quando é necessário compreender quais áreas do funcionamento intelectual e emocional podem estar interferindo no processo de aprender. Também pode ser de grande utilidade em casos de problemas de comportamento, alterações de humor decorrente de diversas causas. São situações em que a avaliação psicológica irá auxiliar no diagnóstico e, frequentemente, contribuir para a elaboração de um plano de tratamento mais eficaz e adaptado às necessidades do paciente. Dependendo dos objetivos e do resultado encontrado, por vezes, indica-se a uma reavaliação após um determinado período de tempo com o objetivo de realizar o acompanhamento da evolução do caso e definir novas estratégias de tratamento quando necessário.