Dia a dia

Vamos falar sobre o comportamento dos adolescentes: correr riscos, bullying e comunicação

CORRER RISCOS

Adolescentes são impulsivos e mais propensos a correr riscos do que crianças ou adultos. A busca por novas sensações é o que parece motivar suas vidas. Costumam agir com rebeldia contra figuras de autoridade – pais, professores… Este comportamento se justifica pelo fato de a adolescência ser a fase da vida em que os jovens vão explorar o mundo longe da segurança oferecida pelos pais. É assim que eles vão construindo sua autonomia.

Este “correr riscos”, porém, traz muitos desafios no mundo contemporâneo. Há muito mais escolhas ruins à disposição dos adolescentes de hoje do que em tempos passados. Os jovens têm acesso à internet e com ela um universo de informações impróprias e até perigosas. Por imitação ou sugestão, eles podem ficar vulneráveis a comportamentos autolesivos. Os adolescentes ainda não estão maduros como os adultos para avaliarem os riscos de seus atos. Seus cérebros estão ainda sem o controle cognitivo reforçado, sem as áreas cerebrais completamente “conectadas”, e isso os leva a não ter tanta capacidade de avaliar situações potencialmente danosas. É por isso que pais e educadores precisam ter os conhecimentos necessários para avaliar quando é preciso intervir.

BULLYING

A palavra inglesa BULLY significa “valentão, provocador”. Hoje em dia, o termo é aplicado na descrição dos brigões que implicam com os menores ou mais fracos. O bullying (ato de intimidar ou oprimir alguém) é um problema em escolas do mundo inteiro. E também no mundo todo, pais e professores precisam aprender a identificar, impedir e prevenir o bullying, evitando consequências trágicas que a intimidação traz à vida de crianças e adolescentes na fase escolar.

Aliás, uma das premissas para o combate ao bullying é que justamente famílias e escolas trabalhem juntas. Todo aluno tem o direito de se sentir seguro na escola. Um programa sério de prevenção deveria existir em todas as instituições escolares.

Uma das causas mais óbvias de bullying é o preconceito: pessoas preconceituosas fazem julgamentos sobre outras, tomando por base medos infundados. Qualquer mínima diferença humana (no comportamento ou na aparência) é usada pela pessoa preconceituosa para ofender alguém. Também situações de inveja ou ciúme podem ser motivadoras de ofensas. Outros fatores que motivam o bullying são desejo de atenção, falta de sensibilidade, egocentrismo e medos diversos (de rejeição, de exposição).

Infelizmente muitos indivíduos ou grupos praticam intimidação diariamente nas escolas por conta de todos estes e outros fatores.

COMUNICAÇÃO COM ADOLESCENTES

É difícil se comunicar de verdade com alguém que não conhecemos. Você conhece bem seu filho? O adolescente que vive aí na sua casa? Você que é educador, conhece seus alunos? Comunicação sincera é uma prioridade. Poder conversar abertamente é uma demonstração de alto grau de confiança nos jovens. Sim, é claro que seu filho ou seu aluno muitas vezes vão errar e agir abaixo das expectativas dos adultos. Manter a calma é essencial quando os conflitos surgem. E talvez em muitos momentos seja necessário “dar um tempo” antes de partir para a conversa, para poder escutá-los quando a cabeça esfriar. Outra atitude importante/interessante é fazer com quem os adolescentes recebem “feedbacks” sobre suas ações (os positivos contam muito!).

Só que por mais que os pais e professores tenham boas intenções, nem sempre é possível se ver livres de algum tipo de imprevistos. Sabemos que os fatores mais preocupantes nesta fase são depressão em adolescentes, suicídio, uso de drogas e outros comportamentos que trazem sofrimento. A saúde mental do jovem é um tema delicado.

É por isso que a Semear está promovendo em Porto Alegre o curso SAÚDE MENTAL NA ESCOLA, em quatro módulos em novembro e dezembro. Nossos encontros serão às segundas-feiras, das 19h às 20h30min, na sede da Semear (Mostardeiro, 5), em Porto Alegre).

Nossa ministrante é a psicóloga e pesquisadora Jaqueline Portella Giordani, especializada em temas como desenvolvimento infantil e adolescente, psicologia social, aprendizagem e estudos de desenvolvimento social.

Saiba mais:

5/11 – Mudanças de comportamento: o que faz parte da adolescência e o que não faz?

12/11 – Violações de direitos: intervenções possíveis

26/11 – Tristeza ou depressão? Medo ou ansiedade? Como identificar quando algo não vai bem

3/12 Manejo em situações limite: autolesão e ideação suicida

Investimento para os 4 módulos completos: R$ 240 (estudante de graduação com comprovante de matrícula = R$ 220). Pagamento em até 3x no cartão. Ou valor por cada módulo: R$ 70 (estudante de graduação com comprovante de matrícula = R$ 65)

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