Contexto Escolar

ATENÇÃO: vilã ou mocinha?

Você já se deu conta da quantidade de informações a que estamos expostos todos os segundos de nossa vida?

Agora, por exemplo, você deve estar segurando o celular ou diante do computador lendo esse texto. Com certeza não estava sentindo o seu dedão do pé até eu lembrar que ele existe. Ao seu redor há muitos barulhos: pessoas conversando, TV ligada, uma música tocando, cachorros latindo, buzinas.

Apesar de tudo isso acontecendo em sua volta nesse exato momento, você está aqui lendo esse texto.

Imagine-se tendo que ler o texto, dar conta de todas essas informações, lembrar do jantar, responder ao WhatsApp e mandar o cachorro parar de latir.

Impossível!

Ao contrário do que muitos de nós ouvimos alguma vez na vida, usamos 100% de nosso cérebro. O problema é o nosso processador: a memória de trabalho. Ela consegue manipular um número absurdamente pequeno de informações a ponto de “bugar o cérebro” com muita facilidade.

Nossa atenção, apesar de muitas vezes ser considerada a grande vilã das histórias de nossas vidas, é como um filtro que nos ajuda a sobreviver nessa selva de ruídos e de informações. Direcionamos nossa atenção conforme necessitamos.

Durante os processos de aprendizagem, por exemplo, o ideal seria alterná-la: ora para dentro e ora para fora. Você sabia que é normal (e necessário) buscarmos informações adicionais em nossa memória durante uma leitura ou uma aula expositiva ao mesmo tempo que atentamos para o que está escrito ou é dito? O problema é quando nos perdemos em nossos pensamentos e não retornamos. Nesse caso, que tal passar a se perceber ao longo das tarefas e passar a controlar sua atenção?

Outra dica bem importante: sono, ansiedade, desmotivação, estresse, alegria, tristeza, desorganização e múltiplas atividades podem interferir negativamente em nossos processos atencionais. Assim, dependendo do nível de nossa falta de foco e dos prejuízos dela decorrentes, talvez seja bom procurar ajuda.

Vamos atentar para isso?

No nosso curso COMO O CÉREBRO APRENDE, em quatro módulos, nas segundas-feiras de outubro, vamos falar mais sobre estes e outros assuntos. Saiba mais clicando aqui e aguardamos você nestes encontros.

Por Francéia Liedtke, psicóloga,

mestranda no Programa de Pós  Graduação em Psicologia  – UFRGS

Pesquisadora do Núcleo de Estudos em Neuropsicologia Cognitiva – UFRGS