Contexto Escolar

Saiba como foi o curso: DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM Raciocínio Clínico e Plano Terapêutico

São muitos os fatores que influenciam no processo de aprendizagem, assim como muitos são também os aspectos envolvidos quando há casos de dificuldades nestes processos. E como em qualquer área do conhecimento, é preciso primeiro entender o processo completo e identificar cada etapa para só então depois elaborar um diagnóstico e seu tratamento. Com este passo a passo, a psicóloga Francéia Liedtke conduziu duas edições do curso “DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: Raciocínio clínico e plano terapêutico” na sede da Semear, em Porto Alegre, voltado para educadores e clínicos.

Utilizando conhecimentos da neuropsicologia cognitiva, a psicóloga compartilhou estudos recentes e conceitos sobre o assunto, bem como pesquisas que mostram quais são os fatores individuais e contextuais, cognitivos e socioemocionais preditores de aprendizagem e os impactos da dificuldade de aprendizagem no desenvolvimento infantil e adolescente.

A atenção foi um dos pontos iniciais para compreensão do processo de aprendizagem, por se tratar se uma propriedade central de todas as operações perceptivas e cognitivas. Como nossa capacidade de atenção é limitada, é preciso entender como se dá a alternância entre a atenção interna e externa para selecionar e manter as informações.

– Nosso cérebro é como um computador: se abrimos muitas janelas, fica mais lento – compara Francéia.

Outro ponto de destaque são as funções executivas e a memória de trabalho, esta que permite o armazenamento temporário de informações também com capacidade limitada.  

O aluno quando está em aula e é solicitado a executar uma tarefa, por exemplo, precisará alternar entre a atenção interna e externa, por exemplo, e depois selecionar e manter “online” as informações para concluir a atividade.

No curso, Francéia orientou ainda os educadores e clínicos sobre estratégias para ajudar as crianças pequenas a linkarem as informações, isto é, como auxiliar este processo para ajudar o estudante a organizar e controlar o que está aprendendo.

–  A informação nova que chega é constantemente comparada ao que já está armazenado. O cérebro vai fazendo essa “costura” e também descarta aquilo que não é importante – explica a psicóloga, que recorre a uma analogia para mostrar como se dá o armazenamento de conhecimentos –  Se um armário está muito bagunçado, falta “espaço” para coisas novas e as novas informações vão se acumulando também de forma desorganizada. Por isso a importância de ajudar as crianças desde cedo a desenvolverem este controle metacognitivo – concluiu.